Valcke evita comentar "chute no traseiro" após viagem de inspeção a obras da Copa de 2014

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Fabrice Coffrini/AFP

    Secretário-geral da Fifa disse estar satisfeito com andamento de obras e retirou crítica

    Secretário-geral da Fifa disse estar satisfeito com andamento de obras e retirou crítica

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, encerrou nesta quinta-feira sua primeira série de inspeções a obras da Copa do Mundo depois do episódio do "chute no traseiro". Em entrevista coletiva concedida nesta tarde, o francês evitou comentar a polêmica criada pelas duras críticas que ele fez à preparação do Brasil para o Mundial de 2014.

RELEMBRE A POLÊMICA

  • Reuters

    No início de março, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que os organizadores da Copa de 2014 precisavam de um "chute no traseiro". A declaração criou uma crise entre Fifa e governo. O ministro Aldo Rebelo chegou a pedir o afastamento de Valcke das negociações sobre a Copa, mas depois aceitou suas desculpas

"Não. Ponto final", afirmou Valcke, quando uma repórter perguntou se ele ainda achava que o Brasil merecia um chute no traseiro. "Não tenho mais o que dizer."

As críticas de Valcke foram feitas em março. Elas abriram uma crise entre o governo e a Fifa. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, chegou a pedir o afastamento de Valcke das negociações sobre o Mundial. O secretário da Fifa, então, se desculpou. Aos poucos, ele reassumiu o papel que ele tinha nas discussões sobre a Copa do Mundo de 2014.

Valcke, entretanto, se mostrou mais contido. Tem elogiado a preparação do Brasil e feito críticas menos contundentes aos pontos que não agradam à Fifa.

Um desses pontos é a Lei Geral da Copa. A versão da lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff dá brechas para que cidades-sede restrinjam a venda de bebidas em estádios ou liberem descontos em ingressos para estudantes.

A Fifa não concorda com nenhum desses artigos, mas Valcke evitou reclamar da Lei Geral da Copa abertamente. "A lei tem coisas que não estão dentro das nossas expectativas, mas agora pelo menos sabemos o que teremos que fazer", afirmou ele.

Segundo Valcke, a Fifa vai negociar com estados e municípios para garantir que cervejas possam ser vendidas nas arenas e as meia-entradas estejam restritas somente aos ingressos da categoria quatro, que têm preços mais baixos.

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