Andres diz que Mano demorou a renovar seleção, o compara a Tite e critica falta de legado da Copa-14

Do UOL, em São Paulo

  • Marcelo Fonseca/Brazil Photo Press

    Andres Sanchez disse que o técnico Mano Menezes demorou muito para renovar seleção brasileira

    Andres Sanchez disse que o técnico Mano Menezes demorou muito para renovar seleção brasileira

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Apesar de defender o técnico Mano Manezes a maior parte do tempo, o diretor de seleções da CBF, Andres Sanchez, fez uma crítica ao seu subordinado ao falar sobre a montagem da time para a Copa-2014. Também sobraram ataques à organização do Mundial, principalmente na parte relacionada à atuação dos governos.

"Todos falam dos erros do Mano. Mas talvez o erro que acho que ele cometeu ninguém fala. O time jovem deveria estar junto desde a Copa América. Perderam-se sete meses com isso", afirmou o dirigente, em palestra nesta quinta-feira na Universidade Mackenzie, em São Paulo.

Andrés Sanchez
Andrés Sanchez

Andres afirmou ser "óbvio" que "a seleção não está rendendo o que se queria". Mas ele apontou que há problemas que não têm relação com o atual treinador do time. Atribuiu o atual estágio da seleção também à falta de uma geração, com Kaká, Ronaldinho e Adriano, que não está jogando pelo time atualmente. Por isso, ele entende que não deve haver troca no comando da seleção, o que, mais uma vez, garantiu que não fará enquanto for diretor da CBF.

"Trocar o treinador é trocar seis por meia dúvidas. Os treinadores tops brasileiros são parecidos, um pouquinho mais aqui, outro um pouquinhos mais a ali. São do mesmo nível", afirmou.

E comparou a situação de Mano Manezes à do técnico do Corinthians Tite. O corintiano esteve ameaçado de demissão em 2011 após ser eliminado da Libertadores ainda na fase preliminar pelo colombiano Tolima. Foi Sanchez quem garantiu sua permanência.

"O Tite era massacrado. E hoje vejo a torcida dizendo que tem que ser eterno no Corinthians. Eu fico até assustado porque assim vai pedir mais dinheiro", brincou.

Andrés atribui as vaias à seleção a questões clubísticas. Por exemplo, citou as substituições de Luis Fabiano e Lucas no jogo contra a Argentina, em Goiânia. Para ele, foram torcedores são-paulinos que ficaram insatisfeitos com a saída dos jogadores.

"Com esses problemas, às vezes, tem que jogar menos no país. Só competição", afirmou.

Mas, apesar dos problemas, o dirigente entende que o Brasil chegará forte na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa do Mundo, em 2014. Andrés lembrou que o Brasil foi muito criticado também antes de títulos como em 2002, na conquista do pentacampeonato.

Mas o cartola não se mostrou tão otimista em relação a aspectos da organização do Mundial, criticando principalmente pontos de atuação de autoridades públicas. Para ele, o legado da Copa já está comprometido.

"O mais importante era deixar um legado para a população. Mas para isso tinha que começar a ser feito há sete anos. Deixaram para começar faltando dois, três anos. Ou até um ano", atacou o dirigente.

Para Andrés, dois dos pontos mais problemáticos são os aeroportos e a hotelaria. Ele afirmou que não tem visto a construção de hotéis pelo país. Por isso, entende que haverá menos hotéis do que o necessário para o Mundial.

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