Mano rebate críticas na seleção com frieza e tenta transparecer controle da situação

Paulo Passos e Renan Prates
Do UOL, em Goiânia

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Mano Menezes foi novamente alvo da crítica do torcedor brasileiro mesmo com a vitória contra a Argentina por 2 a 1 no Superclássico das Américas. E o treinador mostrou mais uma vez duas características que tem sido peculiares no dia a dia da seleção brasileira: frieza constante e tentativa de se mostrar sempre no controle da situação.

Em nenhum momento da coletiva de imprensa nesta quarta-feira Mano aparentou se sentir ameaçado pela sombra do técnico Luiz Felipe Scolari, recém demitido do Palmeiras e campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002. Ele agiu de forma fria e diplomática todas vezes em que teve de ser questionado sobre o assunto.

O tema praticamente pautou o encontro com os jornalistas realizado ainda no Serra Dourada pelo fato de que a torcida goiana xingou Mano de burro depois que ele sacou o 'queridinho dos torcedores', Lucas, para a entrada de Wellington Nem. Além de hostiliza-lo, os fãs goianos pediram a volta de Felipão nos gritos.

"Não me irrita. Acho natural por se tratar de um técnico pentacampeão do mundo. As circunstâncias colaboram para isso. Não tenho nada para reclamar. Acho que o torcedor tem um carinho muito grande pelo Felipão, que é um técnico vencedor e eu não me incomodo. A gente quando está ali fica muito alheio a essa parte externa".

Desde que perdeu a final dos Jogos Olímpicos deste ano, Mano Menezes viu as cobranças se intensificarem em relação ao seu trabalho. Mas ele tenta sempre mostrar que não se importa com o fato e ainda vai além. Segundo apurou o UOL Esporte, o treinador se vangloriou aos amigos que sabe exatamente as manchetes que serão veiculadas no dia seguinte por ter pautado a imprensa da maneira que quis.

Mano foi alvo de muitas críticas do torcedor brasileiro nestes três jogos que a seleção realizou em território nacional. Em São Paulo, Recife e Goiânia, o treinador alternou gritos recebidos de burro com algumas (poucas) manifestações de carinho do torcedor. Ele procurou minimizar o xingamento que recebeu atuando no Brasil.

"A gente sabendo exatamente o momento que estamos vivendo no futebol brasileiro. Também não vamos supervaliorizar isso. Fica um bordão que se repete em alguns programas humorísticos, que eles incentivam e até trazem slogan para falar desse e daquele. Isso faz parte da nossa cultura".

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