Governador do MT prioriza conclusão de obras e abre mão até de indenização
Guilherme Costa
Do UOL, em Cuiabá (MT)
-
Divulgação/ Governo de Mato Grosso
Com mandato até dezembro, Silval Barbosa (PMDB) corre para entregar obras em Cuiabá; vale até obra incompleta
O governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), fez na manhã de quarta-feira o que tem sido um dos principais desafios para quem vive em Cuiabá: andou pela cidade. O roteiro eleitoreiro foi montado para uma inauguração coletiva de obras de mobilidade urbana. O mandato estadual termina em dezembro, e isso transformou o cronograma das intervenções em contagem regressiva. Para concluir o maior número possível de iniciativas, Silval admitiu abrir mão até de R$ 1 milhão em indenizações.
O valor é o que a Secopa-MT já aplicou em multas por atrasos nas obras. A secretaria trabalhou com mais de 30 empreiteiras nas intervenções espalhadas por Cuiabá. O plano da cidade para a Copa incluiu 56 iniciativas, e apenas 19 haviam sido entregues até quarta-feira.
"Nós queremos a obra, e eles querem entregar. Não adianta você fazer terrorismo", disse Silval Barbosa em entrevista coletiva. "O que eu quero aqui é obra construída. Não é o caso de partir para uma briga no campo judicial", completou.
O passeio de Silval Barbosa pelas ruas de Cuiabá serviu para inaugurar até mesmo obras incompletas. A versão oficial do Governo do Mato Grosso é que faltam apenas ajustes e serviços de paisagismo nas intervenções que não foram concluídas.
"Tudo vai ser entregue até dezembro", afirmou Silval ao ser questionado sobre o impacto que o fim do mandato poderia ter para as obras. "Se eventualmente uma ou outra coisa não for entregue, elas também vão continuar no próximo governo. Os recursos já estão assegurados".
O cronograma de Silval até dezembro inclui até o VLT (veículo leve sobre trilhos). Principal obra de mobilidade urbana de Cuiabá para a Copa, o trem com 23 quilômetros de extensão tem custo de R$ 1,5 bilhão e história permeada por polêmicas – licitação que não escolheu o preço mais baixo e denúncias sobre propinas, por exemplo.
No passeio pela cidade, Silval condicionou o atraso do VLT a mudanças na fiação, paralisações judiciais, chuvas e desapropriações: "Em qualquer outro país, uma obra como essa levaria seis anos para ficar pronta. Nós vamos entregar em quatro". Durante a Copa, corredores em que passaria o trilho do bólido foram cobertos por grama para amenizar a sensação de que a cidade está em obras.
Estação de VLT sem trens intriga torcedores em Cuiabá
Cuiabá usa grama para cobrir canteiros de obras de VLT inacabado
Governador mandou atrasar obra da Arena Pantanal, diz ex-secretário de MT
Seleção chilena reclama de internet em hotel de Cuiabá 




