Andrés não se garante no cargo e lamenta demissão de Mano: "fui voto vencido"
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Do UOL, em São Paulo

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    Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF, se disse contrário à demissão de Mano

    Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF, se disse contrário à demissão de Mano

O diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, explicou que a demissão do técnico Mano Menezes da seleção brasileira aconteceu por uma mudança de planejamento da entidade e disse ter sido voto vencido. Ele também não assegurou que continuará no seu cargo.

"Não estou nesse contexto [da demissão]. Mas lá na frente a gente vai conversar", explicou Andrés Sanchez, que foi quem comunicou a Mano Menezes a decisão de que ele foi demitido do cargo. 

Andrés admitiu contrariedade com a decisão da cúpula da CBF de demitir Mano Menezes e reiterou que foi voto vencido. "Não achava que era o momento, mas respeito a hierarquia. Entendo os critérios. Compreendi o novo planejamento".

O fato de o cartola ter sido voto vencido na reunião da cúpula da CBF revela que ele perdeu autonomia em seu cargo, o qual ele assumiu ainda gestão de Ricardo Teixeira. Questionado sobre se pensou em pedir demissão ao ser contrariado sobre Mano, Andrés negou. "Não tenho esse pensamento [de sair]", disse.

"Nunca foi contrariado? CBF é uma empresa é isso todo mundo tem seus argumentos. Se ele achou melhor, que fique assim", rebateu Andrés a pergunta de um repórter.

Segundo Andrés Sanchez, a reunião realizada na tarde desta sexta-feira na sede da Federação Paulista de Futebol contou com a presença dele, o presidente da CBF José Maria Marin e o mandatário da FPF, Marco Polo del Nero. "Estavam três pessoas, e a maioria decidiu por isso", explicou, muito irritado.

Mano Menezes assumiu o comando da seleção brasileira após a Copa do Mundo de 2010 e foi incumbido de realizar uma profunda renovação na equipe. No cargo, o treinador fracassou com a seleção na Copa América de 2011, quando caiu nas quartas de final, e na Olimpíada de Londres, quando ficou com a medalha de prata. O treinador sai sem vitórias contra as grandes seleções do futebol mundial.

A despedida foi com a conquista do Superclássico das Américas, com vitória nos pênaltis sobre a Argentina, na última quarta-feira em La Bombonera. 

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Mano Menezes concede entrevista exclusiva ao UOL Esporte Imagem: Thiago Fernandes/UOL Esporte

Andrés avaliou como positivo o trabalho do treinador em pouco mais de dois anos a frente da seleção brasileira. "O Mano fez um bom trabalho. Teve dificuldades em momentos difíceis, até pela geração perdida da seleção, e eu respeito o que eles querem impor", elogiou o dirigente, que vetou a hipótese de Mano ter saído por causa de resultados ruins.

"Não foi por resultados negativos. Se fosse por isso, sairia no começo do ano, que tinha resultado pior. O presidente entendeu que tem que mudar dessa maneira". 

Sobre o substituto, Andrés reforçou que o novo nome será anunciado no início do ano que vem e convocou os jornalistas a dizerem os "sete, oito nomes" que concorrem ao cargo. O dirigente deu a entender que existe a chance de algum ex-treinador voltar a comandar a seleção brasileira, caso de Luiz Felipe Scolari, atualmente desempregado.  

"Se amanhã a própria CBF entender que esse ou aquele pode voltar, sem problema nenhum. Ninguém está vetado na seleção".

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