Goleiro Felipe entra na luta pelas baianas do acarajé e quer apoio de boleiros

Rodrigo Durão Coelho
Do UOL, em São Paulo

  • Arquivo pessoal

    Felipe com sua mãe (direita), em foto de arquivo pessoal; goleiro tornou-se "embaixador do acarajé"

    Felipe com sua mãe (direita), em foto de arquivo pessoal; goleiro tornou-se "embaixador do acarajé"

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O goleiro Felipe, do Flamengo, entrou na briga para garantir a presença das baianas do acarajé na Copa do Mundo de 2014 na cidade de Salvador (BA), e disse que pretende engajar outros boleiros na campanha. Felipe é filho da presidente da Abam (Associação das Baianas do Acarajé), Rita Santos, e afirmou ao UOL Esporte que não se importa de assumir a posição de "embaixador do acarajé".

FIFA RECUA E AGORA DIZ APOIAR BAIANAS DO ACARAJÉ

  • Divulgação

    A Fifa informou na última sexta-feira que irá permitir que as baianas do acarajé possam comercializar o produto na Arena Fonte Nova e nos arredores do estádio durante as partidas da Copa do Mundo de 2014. A posição representa um recuo da entidade em relação à sua postura até então. LEIA MAIS

Na última sexta-feira, a Fifa recuou em sua disposição de proibir a venda do produto na Arena Fonte Nova e em seus entornos em dias de jogos da Copa na capital baiana. O fato ocorreu um dia após o UOL Esporte informar que o MP-BA (Ministério Público da Bahia) divulgara recomendação e estava disposto a ir à Justiça para garantir o direito das baianas do acarajé de comercializar o produto nas ruas e estádios de Salvador.

O goleiro Felipe faz coro à reivindicação. "Não estamos pedindo nada de mais. Eu apoiaria a causa mesmo que não fosse pela minha mãe. Todo mundo gosta de acarajé, é algo positivo. Se você está em Porto Alegre (RS), quer provar um churrasco, se vai à Bahia, um acarajé", disse ele. "A gente não tinha entendido nada dessa proibição, só achou estranho querer proibir o quitute mais famoso do Estado."

Fã do bolinho, o goleiro rubro-negro disse que vai tentar conseguir o apoio dos amigos Vampeta e Edilson, além de Ronaldo (membro do Comitê Organizador Local da Copa). "Tenho certeza que muitos atletas vão apoiar a ideia."

A polêmica do acarajé começou quando a Fifa indicou, no início de outubro, que só permitiria que o produto fosse vendido pela empresa que vencer a licitação cujo resultado deverá ser anunciado em novembro. A Abam, entidade que conta com cerca de três mil filiadas e que há 20 anos representa os interesses da classe, se viu de fora da Copa, já que as regras da Fifa, que foram incorporadas à Lei Geral da Copa em junho de 2011, impedem a presença de ambulantes em um raio de dois quilômetros das arenas do Mundial.

Esta possibilidade revoltou o Ministério Público da Bahia, que ameaçou entrar na Justiça. Na noite da última sexta-feira, então, a Fifa recuou. Em nota enviada ao UOL Esporte, a entidade afirmou estar discutindo com autoridades locais a participação das vendedoras. A presidente da Abam afirmou, porém, que, até a noite de sexta, a entidade não havia sido procurada.

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