D. Costa joga 70 minutos, mas quem brilha é Villa e Espanha vence amistoso

Do UOL, em São Paulo

O último amistoso da Espanha foi o único da equipe de Vicente del Bosque com o grupo completo. Apesar do fraco adversário, os espanhóis tiveram dificuldades para bater El Salvador por 2 a 0 em Washington, nos EUA.

O duelo também ficou marcado pelo retorno de Diego Costa aos gramados. Apesar de ficar mais de 70 minutos em campo, o atacante passou em branco mais uma vez.

Quem ganhou destaque foi outro atacante: David Villa. Autor dos dois gols da seleção espanhola, ele recebeu elogios do técnico Vicente Del Bosque. "Sabemos que Villa, em espaços reduzidos, é um dos melhores atacantes do mundo", comentou o treinador, na zona mista após o jogo. Mesmo assim, o jogador ainda não sabe se será titular no Mundial. "Estou muito feliz com o desempenho da equipe. Não sei se vou ser titular, mas estou trabalhando para isso", disse Villa, também na zona mista.

Os espanhóis vêm ao Brasil na próxima semana para o início da disputa da Copa do Mundo. A Holanda será o adversário da estreia.

As fases do jogo: Tudo parecia que o jogo seria em ritmo alucinante com os espanhóis com uma oportunidade com apenas três minutos. No entanto, o pênalti de Fàbregas foi para fora.

Depois da chance desperdiçada, os espanhóis não diminuíram o domínio de partida, mas se tinham muita posse de bola, a equipe finalizava muito pouco com perigo.

No segundo tempo, a intensidade foi um pouco maior e os espanhóis até chegaram a comemorar os gols com David Villa, mas os torcedores devem ter ficados com a sensação que poderia ter sido mais.

O melhor: David Villa – O atacante, ex-Atlético de Madri, saiu do banco de reservas para fazer os dois gols da vitória da Espanha. O primeiro foi de cabeça e o segundo após dominar a bola e acertar um bonito giro.

O pior: Fàbregas – Ainda com futuro incerto, o jogador do Barcelona teve a oportunidade de encaminhar uma vitória fácil para a Espanha, mas desperdiçou seu pênalti. Ele ainda foi substituído no intervalo.

A chave do jogo: Bola nas costas. As melhores chances criadas pela Espanha na partida foram de cruzamentos da entrada da área para o canto direito do campo. Tanto Xavi como Xabi Alonso criaram boas oportunidades com companheiros entrando pelas costas da defesa.

Toque do técnico: Vicente del Bosque tentou mudar a equipe no intervalo alterando três jogadores do meio para frente. O domínio do jogo seguiu com 72% da posse de bola, mas as jogadas dificilmente acabam em finalizações perigosas

Para lembrar:

Estádio lotado. A despedida da Espanha dos Estados Unidos contou com estádio muito cheio.

Ladrão. O gol marcado por David Villa poderia ser o primeiro de Diego Costa com a camisa da seleção espanhola. Mas, antes que o brasileiro naturalizado pudesse marcar, seu ex-companheiro de Atlético de Madri colocou a cabeça e fez.

Home run. O pênalti cobrado por Fàbregas foi praticamente uma homenagem para os americanos no estádio. Se fosse um duelo de beisebol, ele teria conquistado um home run.

Em branco. Essa foi a segunda partida de Diego Costa com a camisa da Espanha e mais uma vez o atleta não deixou sua marca.

Gol que Pelé não fez. Xavi tentou encobrir o Carillo em finalização do meio-campo, mas a finalização foi por cima do gol.

Lances polêmicos. Os dois gols da Espanha geraram reclamações com a arbitragem. O primeiro, El Salvador reclamou de posição irregular de Sergio Ramos, que não estava impedido. No segundo, um domínio no braço de Villa gerou as críticas.

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