Amistoso reúne Neymar e Alexis, armas do Barça para era pós-Guardiola

Gustavo Franceschini

Do UOL, em Miami (EUA)

Neymar
Neymar

O Barcelona dos tempos de Pep Guardiola mudou, e agora o time já tem uma nova cara sob o comando de Gerardo Tata Martino. Cada vez mais estabelecidos como parceiros de Lionel Messi, Neymar e Alexis Sanchéz se encontrarão no Brasil x Chile desta terça, em Toronto, Canadá, em um duelo de novas forças do futebol mundial, ambos em busca do status já adquirido há muito pelo argentino.

Neymar é, reconhecidamente, o jogador mais importante da seleção brasileira. Embora já tenha mostrado sua força ao ganhar a Bola de Ouro na Copa das Confederações, liderando o Brasil a um título inesperado, o ex-atacante santista está aumentando sua força à medida que repete suas boas atuações pelo Barcelona.

"Lá [na Europa] começam a reconhecer que ele é um dos melhores do mundo. Quando a gente falava isso no Brasil, diziam que a gente era piegas, isso e aquilo. Já na Europa mostram que não é diferente do que a gente falava. Lá ele aprende, modifica", disse Luiz Felipe Scolari, na última sexta.

A forma de Neymar entre os gigantes do futebol mundial aumenta a confiança do treinador, que hoje fala abertamente sobre o Brasil como favorito para a Copa do Mundo. Muito do sucesso dele no Barcelona, então, tem a ver com o rival desta terça, que se estabeleceu no clube justamente depois da chegada do brasileiro no time.

Aos 24 anos, Alexis chegou ao Barcelona como uma contratação milionária há duas temporadas. No meio deste ano, os 26 milhões de euros (R$ 81,3 mi) pagos pelo atacante pareciam um desperdício para críticos e torcedores do clube catalão, e um empréstimo do jogador ao Napoli não era descartado.

Só que a chegada de Tata Martino mudou esse cenário. Hoje, Alexis é a primeira opção do treinador para completar o trio ofensivo com Lionel Messi e Neymar. O chileno, de quebra, ainda vem mostrando faro de artilheiro, e só perde do argentino em termos de gols marcados na temporada – são sete contra 14 do melhor do mundo.

Embora esteja distante do status já adquirido por Neymar, Alexis também vive um momento de crescimento de sua reputação internacional. Na última sexta, ele roubou a cena ao marcar os dois gols de sua seleção diante da Inglaterra, em Wembley, repetindo o feito de Marcelo Salas em 1998, que rendeu ao jogador o apelido de "El Matador".

A disputa com o Brasil, nesta terça, é mais uma queda de braço importante para os planos do Chile a caminho da Copa do Mundo de 2014. Sob o comando de Jorge Sampaoli, discípulo de Pep Guardiola na América do Sul, a seleção pode assumir um papel de coadjuvante perigoso a caminho do Mundial do ano que vem, depois de ter batido a Inglaterra e empatado com a Espanha fora de casa em setembro.

Nesse contexto, fazer bonito contra o Brasil é importante, e Alexis terá uma motivação especial para isso. "Neymar é um amigo. Apostamos um jantar, vamos ver no que dá. O Brasil é um rival muito complicado, mas será um jogo bonito", disse o atacante, em entrevista ao jornal chileno "La Tercera". 

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