Mesmo com Felipão e volta de medalhões, Brasil segue sem vencer grandes
Fernando Duarte e Paulo Passos
Do UOL, em Londres (Inglaterra)
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O jejum contra os grandes já dura mais de três anos na seleção brasileira. Com a derrota contra a Inglaterra nesta quarta-feira, por 2 a 1, em Wembley, o Brasil não vence um campeão mundial desde novembro de 2009, quando Dunga ainda era o técnico. De lá para cá foram derrotas para França, Alemanha e o time principal da Argentina.
Diferentemente da era Mano Menezes, quando a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) privilegiou adversários pífios como Gabão e Iraque, com Scolari o cartel de rivais será de outro nível. Na primeira tentativa de reverter o jejum, o técnico apostou na mistura entre a base do trabalho anterior, com David Luiz, Neymar e outros, com os medalhões, como Ronaldinho Gaúcho, Júlio César e Daniel Alves.
"O bom desses jogos (contra rivais fortes) é que você não maquia os erros com resultados positivos", analisou Daniel Alves. "Até pelo fato de que esses são os rivais que vamos enfrentar em futuras competições. É sempre importante enfrentar agora para melhorarmos como equipe", completou.
Após a derrota, Felipão adotou um discurso positivo. "Foi um jogo igual. Não estou decepcionado por ter perdido o jogo", disse.
Em março, Scolari terá a chance de ver o time reverter o jejum. No dia 21 do mês, o Brasil enfrenta a Itália em Genebra. Quatro dias depois, pega a Rússia, em Londres.
FELIPÃO MANTÉM FAMA DE PÉ FRIO EM ESTREIAS
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Na primeira passagem pela seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari também viu o time perder. Foi contra o Uruguai, pelas eliminatórias para o Mundial de 2002. "E mais, no Kuwait empatei na estreia. E na competição seguinte minha equipe ganhou, assim como na seleção brasileira. Em Portugal também perdi quando cheguei, no primeiro jogo", lembrou.

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