CBF muda postura e diz que vai examinar todos os contratos feitos na era Teixeira

Rodrigo Mattos
Do UOL, em Zurique (SUI)

  • Leonardo Soares/UOL

    Marin vinha se notabilizando pela reverência ao antecessor, mas agora ameaça mudar de postura

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O presidente da CBF, José Maria Marin, prometeu examinar todos os contratos feitos pela CBF relacionados à seleção brasileira feitos na gestão do seu antecessor Ricardo Teixeira. Em atitude inédita em sua gestão até então, ele anunciou sua intenção de verificar se há acordos cujos valores podem ser melhorados com aumento da receita da entidade.

A atitude ocorre logo depois de os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo revelaram que a confederação ganha menos dinheiro com o atual contrato para amistosos com a ISE (Internacional Sports Events) do que com o anterior feito com a empresa Kentaro. Teixeira renovou com a ISE pouco antes de renunciar à presidência.

"Não vamos revisar todos. Pode dizer que vamos examinar todos para ver onde há possibilidade de aumentar a receita", contou o dirigente. "Se aparecer alguém para negociar com isso, e oferecer valores melhores, estamos abertos a negociar desde que haja concordância entre as partes."

Como exemplo, ele contou que já foi reformado o contrato de direitos de transmissão da Copa do Brasil com a Globo. Segundo ele, o valor foi reajustado em 100% após as modificações contratuais - não quis dizer qual o montante.

Sobre o contrato de amistosos da seleção, o vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, contou que os amistosos do time em Recife (China) e São Paulo (África do Sul) deram prejuízo. Mas, neste caso, a ISE ficou com o rombo e a CBF recebeu sua cota normalmente. Desta forma, indicou que ter cotas fixas pode ser vantajoso para a entidade em vários casos.

A postura de Marin é uma novidade desde que ele assumiu a CBF, no início do ano. Desde o início, o novo presidência sempre prestou reverências ao seu antecessor. Além de evitar críticas, ele concedeu o título de "patrono" da entidade a Ricardo Teixeira e mantém um pagamento de R$ 100 mil por mês ao antigo cartola, que hoje vive em Miami. 

José Maria Marin, presidente da CBF
José Maria Marin, presidente da CBF

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