Público ignora vexame e repete hino a capela na disputa do terceiro lugar

Gustavo Franceschini

Do UOL, em Brasília

O público que foi ao Mané Garrincha acompanhar a decisão de terceiro e quarto entre Brasil e Holanda ignorou o fato de que a seleção levou 7 a 1 há menos de uma semana. Sem mostrar irritação com o vexame na semifinal, a torcida de Brasília apoiou o time, exaltou a maior parte dos jogadores e cantou o hino a capela, fazendo um espetáculo como manda o figurino.

A festa surpreende quem esperava um clima de protestos e divórcio entre o público e a seleção, que estiveram tão bem casados ao longo de toda a Copa do Mundo. Desde antes da chegada da seleção o clima para os jogadores foi sempre positivo.

Fora do Mané Garrincha, ainda que a movimentação tenha sido menor que em outros jogos, a maior parte do público se vestiu de amarelo e levou apoio aos atletas. Cartazes exaltando o orgulho da seleção e jogadores como David Luiz e Neymar também se espelharam pelas ruas próximas ao estádio.

Quando o ônibus com a delegação chegou, o público só não perdoou Fred, aparentemente eleito como vilão da eliminação. Quando o centroavante surgiu no vídeo, recebeu sonora vaia de quem já ocupava seus assentos no Mané Garrincha. Na hora da escalação, ganhou companhia de Luiz Felipe Scolari, também alvo de protestos quando seu nome apareceu no telão.

Os demais jogadores, porém, viveram clima de festa, como se não tivessem sofrido o maior vexame da história da seleção há poucos dias. O ápice dessa comunhão foi na hora do hino. Como virou tradição desde a Copa das Confederações, o público não desanimou quando a música oficial parou e seguiu cantando toda a primeira parte da música a plenos pulmões, sendo bastante aplaudido pelos jogadores no gramado.

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