Danilo Verpa/Folhapress

Greves e protestos pelo Brasil

Zona leste de São Paulo é palco de violência em manifestações anti-Copa

Vanessa Ruiz

Do UOL, em São Paulo

A manifestação anti-Copa na zona leste de São Paulo nesta quinta-feira recomeçou nas ruas Platina e Serra de Japi. Cerca de 200 black blocks entraram em confronto com a polícia no local. Participam do protesto metroviários, sindicalistas e estudantes, além dos mascarados.

Os black blocs atearam fogo em lixo no meio da rua, e destruíram várias placas. A Tropa de Choque fechou o acesso à Radial Leste e utilizou cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito moral. A assessoria de imprensa da Polícia Militar afirma que apenas reagiu a agressões e depredações dos manifestantes, e não deu início aos confrontos.

Pelo menos um manifestante - uma menina - passou mal com as bombas de gás lacrimôgenio e, com a ajuda da polícia e de jornalistas, foi levada ao hospital. Três outros feridos foram levados ao hospital do Tatuapé em um carro da PM.

Com o clima tenso, parte dos metroviários que participava do protesto entrou no prédio do sindicado. A Polícia avisou que, caso algum black bloc também o faça, o local será invadido. A imprensa também foi retirada da Serra de Japi, causando temor nos manifestantes. "Se não tiver imprensa nem câmera, vai rolar um massacre", disse um deles

Cerca de 20 cavalos do Choque foram enviados ao local, e a polícia conseguiu evacuar a rua. Parte dos manifestantes, porém, se dirigiram à estação Tatuapé do Metrô; outra parte ocupou parte da avenida radial leste, no sentido centro, na altura do viaduto Pires do Rio.

A concentração havia começado começou nesta manhã na rua Apucarana, perto da estação de metrô Carrão, mas a polícia conseguiu dispersar os manifestantes uma vez. Eles se reagruparam na rua Serra de Japi, em frente ao sindicato, e recomeçaram os protestos.

Desde o início, a atuação policial foi intensa, com revista de mochilas nas catracas do metrô (incluindo jornalistas), policiamento nos corredores de acesso da estação, carros do choque de prontidão. As escadas do metrô foram fechadas, e apenas um acesso liberado.

O primeiro confronto começou por volta das 10h10, quando policiais avançaram pelos dois lados da Apucarana, e utilizaram bombas de gás lacrimogênio e estilhaços. Alguns manifestantes ficaram feridos, um foi detido por agressão a policiais, e defensores públicos estiveram no local acompanhando a atuação da polícia. Duas jornalistas da CNN foram feridas.

Os manifestantes pretendiam fazer o trajeto do metrô até a barreira da Fifa, próxima ao Itaquerão, mas os policiais impediram que a Radial Leste fosse ocupada, com dois cordões de isolamento. 

 

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