Federação croata nega que jogador tenha entoado cânticos nazistas

Das agências internacionais, em Zagreb (CRO)

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A Federação Croata de Futebol negou nesta sexta-feira que o zagueiro Josip Simunic tenha comemorado a classificação de sua seleção à Copa do Mundo de 2014 com gritos que fariam alusão ao nazismo, conforme foi apontado pela imprensa do país.

Na última terça-feira, após a vitória de 2 a 0 sobre a Islândia, Simunic segurou o microfone em meio ao festejo com torcedores ainda no estádio e começou a gritar palavras que fariam menção à ideologia adotada pela Alemanha no período de Adolf Hitler no comando (década de 30). "Pela pátria!", gritou o zagueiro. "Preparados!".

Os gritos seriam slogans do período nazista, quando a Croácia se aliou à Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de negar o vínculo com o nazismo, o presidente da federação croata, Damir Vrbanovic, classificou a ação de Simunic como "inapropriada" e afirmou que a entidade está preocupada com "a avalanche negativa de comentários negativos" sobre o jogador.

Segundo Vrbanovic, o zagueiro disse estar perturbado com o caso e que ficou abalado ao perceber que seu gesto estaria ligado a um período obscuro da história croata.

Simunic recebeu multa de 3.200 euros na Croácia, onde foi condenado também pelo governo local, e a Fifa abriu um processo disciplinar para investigar o caso, além de cobrar um posicionamento da federação croata.

Após o gesto, o jogador do Dinamo Zagreb afirmou ter gritado por "amor ao povo e à pátria" e disse que essa foi sua única influência na hora de se dirigir aos torcedores.

Conhecido como um dos piores massacres da história da humanidade, o holocausto - termo utilizado para descrever a tentativa de extermínio dos judeus na Europa nazista - teve seu fim anunciado no dia 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas, aliadas ao Reino Unido, Estados Unidos e França na Segunda Guerra Mundial, invadiram o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, em Oswiecim (sul da Polônia).

No local, o mais conhecido campo de concentração mantido pela Alemanha nazista de Adolf Hitler, entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas (em sua maioria judeus) morreram nas câmaras de gás, de fome ou por doenças.

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