Blatter admite que não está satisfeito com combate ao racismo

Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA

Em sua avaliação final, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que não está "totalmente feliz" com a luta contra o racismo executada na Copa-2014. Ele disse que tentará melhorar esse ponto para a próxima Copa.

A federação internacional tem um discurso contra práticas discriminatórias em jogos do Mundial. Mas, nesta competição, houve diversos episódios que afetaram a imagem de que é sério o combate contra esse tipo de prática. Por exemplo, houve gritos contra homossexuais, no caso da torcida do México, e supostas manifestações de racismo com bandeiras de torcedores croatas e russos.

"Não estou totalmente feliz com a forma que lutamos contra o racismo. Falamos com Putin, e ele ressaltou que vamos lutar contra a discriminação na Rússia", afirmou o presidente da Fifa.

O presidente do comitê contra o racismo da federação internacional, Jeffrey Webb, já tinha afirmado que não estava satisfeito com o que vinha sendo pelo comitê disciplinar da entidade em relação a atos discriminatórios. Para ele, deveria haver uma força tarefa para ajudar neste trabalho, e as punições deveriam ser mais severas.

Blatter ainda afirmou que houve uma mensagem do Papa Francisco de apoio à Copa. "Ele não estava feliz porque seu time não ganhou", brincou Blatter.

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