De 2010 para cá, Holanda mudou menos, mas ficou mais jovem que o Brasil
Gustavo Franceschini e Paulo Passos
Do UOL, em Brasília
Quando o Brasil perdeu da Holanda há quatro anos com um dos times mais velhos de sua história em Copas do Mundo, a palavra "reformulação" foi a ordem da vez. Em quatro anos, a seleção trocou 17 dos 23 convocados em relação à África do Sul, mas não rejuvenesceu tanto assim. A mesma Holanda, antiga algoz e hoje rival na disputa pelo terceiro lugar, mudou menos e ainda assim é mais jovem.
A comparação mostra a diferença de trabalho nas duas seleções. O Brasil de 2014 trouxe à Copa só cinco jogadores com experiência no torneio: Júlio César, Maicon, Daniel Alves, Ramires e Thiago Silva. O último, zagueiro titular e capitão da atual geração, sequer havia entrado em campo há quatro anos.
Dos titulares de Dunga, o único que tinha vaga garantida com Felipão era Júlio César, mantido também pela falta de um nome de confiança na posição. Daniel Alves e Maicon, que se revezaram na lateral direita durante a Copa, também foram remanescentes com espaço. O resto da escalação, porém, não estava na África do Sul.
A Holanda mudou bastante, mas manteve seus principais talentos. Louis Van Gaal assumiu a seleção em 2012, após o fracasso na última Eurocopa, e só trouxe sete dos 23 que foram à África do Sul. Kuyt, De Jong, Van Persie, Sneijder, Robben, Vorm e Huntelaar estão na segunda Copa seguida, e só os dois últimos não são titulares.
A opção pelos mais veteranos confere mais experiência ao time da Holanda, o pode ter faltado ao Brasil que entrou em pane contra a Alemanha na semifinal. Para os europeus, mais que a mudança de nomes, importou o rejuvenescimento real do elenco.
Em 2010 a Holanda foi vice-campeã do mundo com média de idade de 27,7 anos, número que caiu para 25,9 agora. O Brasil rejuvenesceu, mas bem menos: foi de 29,3 para 27,8 anos, mais do que os europeus tinham na África do Sul, o que pode ser um sinal de terá de fazer nova mudança para 2018.
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