Apito que tirou gol de Benzema já afetou Zico: "Mas o meu era o da vitória"

Danilo Valentini

Do UOL, em São Paulo

  • Fernando Santos/Folhapress

    O árbitro Clive Thomas invalida o gol anotado por Zico, contra a Suécia, na Copa de 1978

    O árbitro Clive Thomas invalida o gol anotado por Zico, contra a Suécia, na Copa de 1978

A transmissão oficial da Copa já mostrava o técnico francês Didier Deschamps comemorando com seus colegas de comissão técnica quando um corte de imagem mostrou Benzema dando um belo chute de fora da área para surpreender o goleiro suíço Benaglio. O que seria o sexto gol do massacre da França contra a Suíça, porém, vai entrar para as estatísticas de mais um gol que foi parar no limbo da história das Copas. Exatamente como já aconteceu com Zico, em 1978.

No primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo disputada na Argentina, o Brasil empatava por 1 a 1 contra a Suécia, quando aos 45 minutos do segundo tempo, o lateral-direito Nelinho bateu um escanteio rasante, cheio de curva, que foi de encontro a uma violenta testada de Zico, que fazia sua estreia em mundiais.

A bola estufou a rede, mas o gol não valeu. Estupefatos, os jogadores brasileiros tentaram entender o que aconteceu e foram argumentar, mas o árbitro galês Clive Thomas havia apitado e encerrado a partida. Para Zico, porém, o lance não é comparável com o que ocorreu nesta sexta-feira (20), na Fonte Nova.

"São jogadas diferentes. No jogo da França, na hora do gol a televisão cortou (a imagem) para o banco, não deu para ver nada. Depois se soube que o cara (o árbitro holandês) apitou antes do chute. Diferente do que aconteceu no meu caso, porque o árbitro apitou quando a bola já estava na rede", declarou Zico ao UOL Esporte depois do jogo.

A decisão de Clive Thomas acabou invalidando o que seria o primeiro gol de Zico em uma Copa do Mundo. "Além disso, também não dá para comparar o que houve com o Benzema porque o jogo da França já estava 5 a 2, o nosso (Brasil) estava 1 a 1, era o gol da vitória", disse o ex-camisa 10 da seleção, que só teria seu primeiro gol validado no jogo contra o Peru, na primeira rodada do quadrangular da segunda fase.

Zico, que faria mais quatro gols nas suas três participações em Copas – todos em 1982 -, diz que tudo que viveria depois na carreira acabaram fazendo que sua irritação com o fato faz parte do passado. "Já passou".

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