Vivo falando sobre os silêncios de hoje. Ao nos comunicarmos cada vez mais por zaps e mensagens e comentários on-line, as palavras faladas vão ficando para trás. E eis que me deparo com este estudo: estamos perdendo 338 palavras faladas por dia, de forma consistente, há pelo menos 15 anos.
O mundo tá tão de cabeça para baixo que agora a direita americana virou grande apoiadora de estudos de drogas psicodélicas. Mais especificamente, estudos sobre o uso da ibogaína, substância que tem conexões importantes com o Brasil.
Com IA, não é mais "e se", mas sim "quando". E tocamos assim em mais um dilema ético do uso de novas tecnologias - sempre com aquele paradoxo: inovações que podem ajudar muito, mas podem dar muito ruim também.
Me perguntaram se eu não ia falar dos peptídeos por aqui. Entre relatos de aplicações diárias de amigas que moram no Vale do Silício e um pedido bem claro da minha médica ("Não use."), fui acompanhando o desenrolar (ainda não desenrolado) da história desta nova promessa milagrosa da medicina.
Passei a semana passada fechando todas as janelas de casa, incrédula com o barulho que vinha da rua, principalmente à noite. Moro próximo ao estádio do Pacaembu e o som de um evento na Praça Charles Miller, com palco, shows e gritos nos microfones entrava por cada fresta do meu apartamento.
Acho que eu nunca tinha lido um rótulo de alimento, até minha vida adulta. Hoje eu não compro nada sem saber tudo o que tem lá dentro (quando o tamanho da fonte permite, claro, afinal, a vida adulta tem dessas coisas). Essa mudança de comportamento não aconteceu só comigo. Faz parte de um movimento...
Resisti, mais cedi: comprei um Oura Ring e mergulhei no mundo dos gadgets de saúde. Depois de ler muito sobre o assunto, resolvi entrar na era do monitoramento de tudo.
Sabe aquelas reuniões que poderiam ter sido um e-mail? Uma turma conseguiu provar que elas são mesmo inúteis. Inclusive para 71% dos executivos que as marcaram.
Não que seja um sentimento novo, mas, com o mundo virado de cabeça para baixo e o gap social se transformando em um abismo, as excentricidades dos mais ricos do planeta sempre me surpreendem.
Passados os meses iniciais após a proibição do uso de celulares nas escolas de vários países, a medida está funcionando? Os primeiros estudos sobre o assunto começaram a sair e trazem boas e más notícias.
No TikTok, são mais de 200 milhões de vídeos com ele. Emily em Paris teve. O Diabo Veste Prada 2 teve muito. Nem os novos Minions passaram impunes pelo fenômeno que começou na TV e nos cinemas e tomou força nas redes sociais, mas hoje vai muito além delas: o beautytainment.
Nunca me esqueço do dia em que um amigo fotógrafo me disse: "Nos últimos dois anos, foram produzidas mais imagens do que em toda a história recente." Era o início dos anos 2000 e os smartphones começavam a mudar o mundo.