Copa 2018

Coutinho e Neymar firmam geração que deu último título mundial ao Brasil

Luka Gonzales/AFP
Neymar e Philippe Coutinho durante treino do Brasil, em Lima Imagem: Luka Gonzales/AFP

Thiago Rocha

Do UOL, em São Paulo

14/01/2018 04h00

Gabriel, Danilo, Bruno Uvini, Juan Jesus e Gabriel Silva; Fernando, Casemiro, Philippe Coutinho e Oscar; Henrique Almeida e Willian José. Foi com essa escalação, com alguns nomes familiares, que o futebol brasileiro comemorou pela última vez um título mundial de seleções – a Copa do Mundo Sub-20, em 2011, na Colômbia. Era o suprassumo da geração dos nascidos entre 1991 e 1992, que ainda inclui Lucas Moura e Neymar, que não foram liberados por seus clubes para disputar o torneio, mas participaram da conquista do Sul-Americano da categoria no mesmo ano, no Peru.

Quase sete anos se passaram, e nem todos se mantiveram com nível de seleção, algo natural no futebol. Quem se destacou, no entanto, passou a ter papel importante não só para revigorar a equipe brasileira para a Copa da Rússia, mas também como alicerces para os próximos Mundiais. Dos 21 campeões em 2011, quatro são frequentes nas convocações de Tite: os laterais Danilo e Alex Sandro, o volante Casemiro e o meia-atacante Philippe Coutinho. Eles se juntam ao atacante Neymar nessa categoria das promessas da época que “vingaram” em nível internacional.

Amigos desde as categorias de base da CBF e companheiros na seleção brasileira principal, Coutinho e Neymar, ambos com 25 anos, simbolizam o sucesso dessa geração. Jovens e milionários, eles se tornaram as contratações mais caras da história do futebol mundial. Juntos, movimentaram 380 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão na cotação do dia) nas duas janelas de transferências da atual temporada europeia.

Astro do Paris Saint-Germain, Neymar já assumiu o protagonismo da seleção brasileira desde a Copa das Confederações de 2013 e chegará à Rússia com a bagagem (e a frustração) de uma Copa anterior. Veste a camisa 10 e tem boas possibilidades de ser o capitão de Tite no próximo Mundial.

Recém-contratado pelo Barcelona, Coutinho precisou de um pouco mais de tempo para conquistar projeção mundial, obtida com a camisa 10 do Liverpool. Na seleção, ganhou a confiança do treinador brasileiro e passou a ser titular na vaga de Willian, homem de confiança de Tite e mais experiente (tem 29 anos).

Arquivo Pessoal
Neymar e Coutinho, aos 15 anos. Dupla movimentou R$ 1,4 bilhão no mercado da bola Imagem: Arquivo Pessoal

O aproveitamento da geração campeã mundial sub-20 em 2011 até poderia ser maior na seleção brasileira principal. O meia Oscar teve lugar cativo no grupo por muito tempo, mas algumas atuações apáticas com a Amarelinha o afastaram da Copa. Trocar o Chelsea pelo futebol chinês também não foi benéfico para o jogador – pelo menos em termos de seleção.

O volante Allan, revelado pelo Vasco, é destaque do Napoli, mas a falta de chances com Tite pode fazer com que opte por defender a Itália futuramente. O atacante Willian José, artilheiro da Real Sociedad, está tirando passaporte espanhol e chegou até a se “oferecer” à seleção europeia.

Artilheiro do Mundial Sub-20, com cinco gols, e eleito o melhor jogador do torneio, o atacante Henrique Almeida nunca chegou à seleção principal. 

Onde estão os 21 jogadores?

Alex Grimm - FIFA/FIFA via Getty Images
Imagem: Alex Grimm - FIFA/FIFA via Getty Images

Já que a geração campeã mundial de 2011 rendeu bons frutos para o futebol, onde estão os 21 convocados pelo técnico Ney Franco para o torneio? Por posição, confira abaixo o destino de cada um:

Goleiros – O titular foi Gabriel, revelado pelo Cruzeiro e atualmente terceiro reserva do Milan, sem jogos oficiais disputados nesta temporada. Cesar era o suplente. Após anos sem espaço no Flamengo, ele ganhou projeção no fim de 2017 ao substituir o contestado Alex Muralha nas finais da Copa Sul-Americana. A terceira opção da posição era Aleks, ex-Avaí e atualmente no Tricordiano-MG.

Laterais – Pela direita, o Brasil tinha Danilo, titular com Pep Guardiola no Manchester City, e Rafael Galhardo, que atualmente negocia com o Vasco. Pela esquerda, as opções eram Gabriel Silva, ex-Palmeiras e atualmente no Saint-Etienne, da França, e Alex Sandro, titular da Juventus e presente nas últimas convocações de Tite.

Zagueiros – A defesa titular era formada por Bruno Uvini, fruto da base do São Paulo e hoje jogador do Al-Nasr, dos Emirados Árabes Unidos, e Juan Jesus, revelação do Internacional e atualmente na Roma. As opções eram Frauches (ex-Flamengo e atual Army  United, da Tailândia) e Romário Leiria (ex-Inter e que jogou a última Série B pelo Boa Esporte).

Meio-campistas – A formação titular contava com Fernando (Spartak Moscou), Casemiro (titular do Real Madrid), Oscar (Shanghai SIPG, da China) e Philippe Coutinho (Barcelona). O volante Alan (Napoli) e o meia Alan Patrick (Shakhtar Donetsk) eram opções. Atualmente jogando como atacante pelo Palmeiras, Dudu era o meia-atacante, uma opção mais versátil do elenco.

Atacantes – Henrique Almeida (vinculado ao Grêmio e negociando com o Vasco) e Willian José (Real Sociedad) formavam o ataque titular, com Negueba (Gyeongnam, da Coreia do Sul) na reserva.

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