Copa 2018

Ronaldo admite excesso de peso em 2006 e buscou entender convulsão de 98

reprodução/YouTube
Imagem: reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

12/01/2018 04h00

Ninguém entendeu a convulsão sofrida por Ronaldo antes da final da Copa de 1998. Nem mesmo o próprio craque. Em um papo relevador com Zico, o Fenômeno contou essa história e mais sobre os Mundiais que disputou com a seleção brasileira.

“Essa convulsão também... Eu pesquisei muito, fiz muitos exames buscando uma causa. Nunca encontramos nada que justificasse uma convulsão no dia da final, é muito azar. Mesmo assim, não me arrependo. Busquei todas as possibilidades pra jogar, não queria fugir. A equipe toda sentiu muito mais do que eu”, contou.

A entrevista foi publicada no canal do Galinho de Quintino no YouTube, intitulado “Zico 10”. O assunto Copa do Mundo foi, inevitavelmente, predominante durante o vídeo. Dentre outras coisas, Ronaldo admitiu que chegou acima do peso em 2006, na Alemanha, bem como a maioria de seus companheiros de seleção.

“Eu cheguei... A grande maioria dos jogadores chegou acima do peso. A gente jogou contra a França de novo [assim como em 98] e, em uma jogada boba, levou um gol do Henry. O ambiente estava muito conturbado, carregado. Olhando o caminho que fizemos, o planejamento inteiro foi cheio de coisas erradas”, disse.

“Podia ter chegado mais longe em 2006, podia. Mas a gente olha pra trás e começa a entender vários erros de planejamento. A gente praticamente ficou 10, 15 dias em uma cidade que tinha evento todo dia, a gente treinando no meio da barulheira, sem conseguir se concentrar direito”, acrescentou o Fenômeno.

Por outro lado, para a alegria do atacante e do povo brasileiro, tudo foi bem feito em 2002. “O planejamento foi total sucesso, a gente ficava completamente isolado. O grupo era muito unido, muito fácil”, disse Ronaldo, que perdeu a Bola de Ouro daquele ano para o goleiro Oliver Kahn – a premiação foi definida antes da final contra a Alemanha.

“Poxa, mas a minha vitória eu já tinha conseguido: já estava tão feliz do meu joelho ter aguentado! Em 2002, o Felipão não deixava eu ir no rebote nos treinamentos porque tinha medo de eu me machucar. Proibido ir no rebote! Mas como você vai me tirar o rebote, meu Deus do Céu? Tira o rebote do centroavante, tu tira a alma do centroavante”, divertiu-se o ídolo.

Ele riu antes de dizer que, ironicamente, o primeiro de seus dois gols contra os alemães saiu de um rebote após chute de Rivaldo, com falha de Kahn. No entanto, Zico o fez lembrar do recorde perdido para Klose, já que, em 2014, no trágico jogo do 7 a 1, o alemão ultrapassou Ronaldo como o maior artilheiro da história das Copas.

“Você é o maior artilheiro da história das Copas, né? Não, o alemão te passou... A brasileirada deu mole, hein?”, riu o Galinho. “Pô, ele me passou... Aquele 7 a 1 complicou até pra mim! Eu brinco, mas o Klose não tirou nada meu, só conquistou o que ele próprio mereceu”, finalizou o Fenômeno.

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