Copa 2018

Xavi coloca seleção brasileira entre as favoritas para a Copa de 2018

Nelson Almeida/AFP Photo
Neymar abraça Xavi após vitória do Brasil sobre a Espanha em 2013 Imagem: Nelson Almeida/AFP Photo

Do UOL, em São Paulo

08/01/2018 09h25

Na opinião de Xavi Hernández, o Brasil está entre os favoritos para vencer a Copa do Mundo de 2018. Na opinião do meio-campista, que levou o título com a Espanha em 2010, a combinação de talento e capacidade física eleva o patamar da seleção de Tite.

"Vejo que o Brasil se recuperou. Tem uma ótima equipe. E tem as duas coisas: talento e físico. Isso é difícil. É por isso que a Espanha tem tantos méritos. Porque ganhou praticamente sem o físico. Com exceção de Sergio Ramos, veja o que nós éramos: Álvaro Arbeloa, Carles Puyol e um pouco mais. Agora, acima de tudo tem talento", disse Xavi, em entrevista ao jornal espanhol "El Pais".

"Não há um meio-campo como o da Espanha. Não há outro David Silva. Quem joga melhor que Silva? Não existe. Quem joga melhor que Andrés Iniesta? Não existe. Quem joga melhor que Sergio Busquets? Aí está! Estes são os jogadores que carregam o peso da equipe. Mas a velha guarda está atrás: Jordi Alba, Gerard Piqué, Sergio Ramos e Daniel Carvajal. Certamente, a Espanha ganhou mais física, mas a Espanha não pode competir com a Alemanha nisso. A Espanha deve competir por talento", opinou.

Quando questionado se a França possuía o melhor elenco, Xavi voltou a citar o Brasil e também fez elogios à Argentina, citando a evolução de Javier Mascherano como uma das causas.

"Sim. No nível de Brasil e Alemanha. E não vamos esquecer da Argentina. A Argentina está no nível da Espanha. O que acontece é que eles jogam tão estressados que não conseguem. É mentira que eles não têm meio-campistas. Acho que Éver Banega é um meio-campista do nível do Barcelona. E Javier Mascherano não pode jogar como primeiro volante? Evidentemente, ele não tem o nível técnico de Busquets, mas como melhorou", elogiou Xavi.

"Quando chegou ao Barça, foi difícil para ele entrar no estilo porque no Liverpool ele não precisava. Ele dava passes longos ou era o bastante dar a bola para Steven Gerrard. Mas no Barcelona, você tem de fazer mais coisas. Você tem de olhar, visualizar, entender qual jogador está livre de marcação para que você tenha espaço e tempo suficiente para manobrar", completou.

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