Copa 2018

Atacante viu o sonho da Copa 2018 ruir e decidiu virar sorveteiro

Christian Hofer/Getty Images
Fallon disputou a Copa de 2010, na África do Sul, mas não conseguiu repetir a dose em 2018 Imagem: Christian Hofer/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

11/12/2017 04h00

Até o mês passado, Rory Fallon tinha duas opções para sua vida em 2018: disputar a Copa do Mundo na Rússia ou virar sorveteiro. Como a primeira deu errado quando a Nova Zelândia perdeu a repescagem para o Peru, restou ao atacante investir nos doces gelados. E agora ele está empolgado com o negócio que está abrindo.

“Sorvete foi uma paixão desde quando eu era pequeno. Lembro que meu pai era técnico de futebol e eu já jogava também. Se a gente ganhava, domingo era dia de tomar sorvete para comemorar”, recordou o neozelandês à “BBC”.

Fallon construiu sua carreira de jogador principalmente na Inglaterra, onde defendeu times da segunda à sétima divisão. A elite só fez parte de seu currículo quando ele passou pelo Aberdeen, da Escócia.

O ponto alto de sua carreira, no entanto, foi a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Fallon saiu como o herói da classificação da Nova Zelândia na repescagem diante do Bahrein. Depois de um empate sem gols no jogo de ida, a Nova Zelândia venceu por 1 a 0 a partida de volta, em casa, com o estádio lotado em Wellington. E o gol da classificação foi de Fallon.

“De todas as partidas que já joguei, aquela foi a única em que eu estava com medo. Ter uma oportunidade como aquela e desperdiçá-la em casa seria catastrófico. Quando cabeceei a bola e a vi no fundo da rede fiquei eufórico. É daquelas coisas que você imagina quando é criança e de repente acontecem com você”, descreveu.

Agora, no entanto, a repescagem contra o Peru mudou a vida de Fallon de outra maneira. Com as lesões que ele já vinha sofrendo nas últimas temporadas, a aposentadoria estava se aproximando. O sonho de mais uma Copa podia adiar o destino, mas pendurar a chuteira aos 35 anos se tornou natural quando sua seleção foi eliminada.

Para amenizar a despedida, Fallon já estava planejando o que faria depois do futebol, outra paixão desde a infância. Para ele, porém, o esporte profissional tem seu lado cruel. Ser treinador ou dirigente, portanto, não o animou.

“Quero mais 18 anos de futebol como treinador sendo que o futebol é tão inconstante? Meu último treinador foi demitido após quatro jogos. Não vejo isso como uma carreira em que dá para confiar”, opinou.

Por isso, sua saída foi apostar na outra paixão, o sorvete. Como sua mulher é chef de cozinha, ela aproveitou os últimos anos para testar novos sabores e ganhar confiança com o produto criado por eles. Os ex-companheiros de Fallon, inclusive, eram as principais cobaias.

“Nosso negócio é como o futebol: você precisa traçar um objetivo e ir atrás. Não queremos ser uma marca gigantesca, mas queremos viver bem do nosso negócio”, completou.

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