Copa 2018

Veja três fatores que fazem Brasil x Alemanha ser improvável nas oitavas

Bruno Freitas

Do UOL, em São Paulo

03/12/2017 04h00

O sorteio da Copa do Mundo na última sexta-feira deixou no ar para os brasileiros o temor de um reencontro precoce entre a seleção e a Alemanha, já nas oitavas de final, numa possível reedição da famosa semifinal de 2014. No entanto, uma análise sobre fatores históricos e técnicos leva a crer que o choque dos pentacampeões com os tetracampeões mundiais é improvável – pelo menos nesta etapa do torneio.

Depois do 7 a 1 da última Copa no Mineirão, Brasil e Alemanha têm partida amistosa marcada para 27 de março, no último compromisso antes de Tite divulgar a convocação para o Mundial. Depois disso, o reencontro pode acontecer na Rússia, aí num jogo oficial.

Caso ambas seleções avançarem em primeiro lugar de seus respectivos grupos, o confronto só será possível em uma eventual final. Para o embate pintar mais cedo, nas oitavas, passado e presente das duas super potências de Copas precisam ser desafiados.

1. Raramente passam às oitavas como segundo lugar

Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo
Imagem: Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo

Brasileiros e alemães são donos das duas histórias "mais pesadas" da história das Copas. São os países com mais jogos acumulados (104 e 106) e mais vitórias (70 e 66) em 20 edições já disputadas. Com nove títulos entre si, os dois times raramente avançam à fase eliminatória não sendo os líderes de seus grupos.

A última vez que o Brasil não passou da primeira fase como primeiro colocado foi em 1974. Na oportunidade, com a Copa disputada em outro formato (com 16 países), os brasileiros avançaram em 3º lugar, atrás de Escócia e Iugoslávia em critérios de desempate.

Já a Alemanha passou às oitavas em segundo lugar de seu grupo pela última vez em 1986, no México. Naquela oportunidade, o time dirigido por Franz Beckenbauer ficou atrás da Dinamarca (mas adiante chegaria à final contra a Argentina).

2. Sobraram nas eliminatórias

Depois que Tite assumiu o comando em meados de 2016, a seleção conseguiu uma sequência impressionante de resultados positivos e se classificou para a Copa com bastante facilidade – quatro rodadas de antecedência. No fim, o Brasil foi o primeiro colocado das eliminatórias sul-americanas, dez pontos à frente do segundo colocado, Uruguai.

Por sua vez, a Alemanha também não encontrou dificuldades para chegar a mais uma Copa. Os atuais campeões mundiais venceram com sobras um grupo das eliminatórias europeias cujos principais adversários foram Irlanda do Norte e República Tcheca. Foram 11 pontos de vantagem do time de Joachim Low em relação ao segundo colocado.

3. Renovação bem-sucedida com jovens promissores

AP Photo/Ivan Sekretarev
Imagem: AP Photo/Ivan Sekretarev

Depois da péssima impressão que deixou na última Copa, apesar da 4ª colocação, o Brasil precisou encarar uma renovação forçada. Assim, novos nomes ocuparam lugares de destaque no ciclo para 2018, principalmente depois que Tite assumiu a direção técnica. Alisson, Casemiro e Gabriel Jesus são símbolos desta rejuvenescida equipe que vai à Rússia.

Por sua vez, apesar de se despedir de nomes históricos de 2014 como Klose, Lahm e Schweinsteiger, a Alemanha conseguiu promover bons nomes na caminhada até a Rússia.

A prova disso veio com o título na Copa das Confederações de 2017, quando Joachim Low descansou seus principais jogadores e triunfou com um elenco basicamente de novatos. Destaque para Julian Draxler, companheiro de Neymar no PSG, e Timo Werner, atacante do RB Leipzig, figuras que possivelmente estarão no Mundial.

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