Copa 2018

Queixa de Tite na Rússia, viagens do Brasil também foram longas em 2014

Pedro Ivo Almeida e Thiago Rocha

Do UOL, em São Paulo

02/12/2017 04h00

Uma peculiaridade da Copa do Mundo da Rússia provocou mais preocupação em Tite do que os adversários da seleção brasileira na fase de grupos, conhecidos após o sorteio realizado na última sexta-feira (1), em Moscou: as distâncias entre as cidades do país-sede.

O alerta é válido, já que grandes deslocamentos causam mais fadiga e podem afetar a parte física dos jogadores entre as partidas. E trata-se da Rússia, o país com maior extensão territorial do planeta (17.098.246 km²). A situação, no entanto, está longe de ser inédita ou discrepante em relação a edições anteriores. Tendo como base apenas o último Mundial, no Brasil (8.515.767 km²), as viagens foram tão ou mais longas quanto as que ocorrerão na edição de 2018.

Como a CBF já definiu Sochi como a base da seleção na Rússia, é possível fazer uma estimativa de distâncias percorridas na fase de grupos - a Fifa obriga que as equipes voltem a seus QGs depois de cada partida na Copa. O Brasil estreará contra a Suíça, em 17 de junho, em Rostov (808 km, ida e volta), Cinco dias depois, pegará a Costa Rica em São Petersburgo (3.850 km). No dia 27, fechará a rodada pelo Grupo E diante da Sérvia, em Moscou (2.722 km).

O levantamento do UOL Esporte considerou a distância em linha reta entre as cidades no mapa. Desta forma, a seleção se deslocará 7.380 km na fase de grupos russa. O trecho será "apenas" 520 km mais curto do que o encarado pelo Brasil na Copa que organizou, em 2014, utilizando o mesmo parâmetro de medição: 6.860 km.

Na Rússia, a maior distância entre duas arenas será de 2.483 km, entre o Central Stadium, em Ecaterinburgo, e o estádio de Kaliningrado. No Brasil, as cidades de Porto Alegre e Fortaleza estão separadas por 3.218 km.

A capital gaúcha está, também, a 3.180 km de Natal e a 3.137 km de Manaus, outras sedes com distâncias longitudinais.

Relógio maluco

Se as distâncias quase se equivalem em uma observação superficial dos números, o mesmo não se pode dizer do fuso. Neste quesito, a Copa no Brasil não provocou transtornos às seleções. Das 12 sedes, apenas Manaus não segue o horário de Brasília (uma hora a menos no período do Mundial).

Já a Rússia, devido à dimensão de seu território, precisa lidar com nove fusos diferentes no país. Entre as 11 cidades-sedes, serão quatro horários locais distintos. Para comparar os extremos, entre Kaliningrado e Ecaterinburgo, a diferença no relógio será de quatro horas. 

"Vamos jogar em três fusos horários diferentes", queixou-se Gareth Southgate, técnico da Inglaterra, que terá compromissos em Volvogrado, Nizhny Novgorod e Kaliningrado na fase de grupos.

O Brasil não tem do que reclamar. Sochi acompanha o mesmo fuso das três sedes que o time visitará durante a fase de grupos. Segundo Edu Gaspar, coordenador de seleções da CBF, o planejamento da seleção brasileira não corre risco de alterações por conta das longas viagens. "Só faremos alguns ajustes de datas", disse.

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