Copa 2018

Polônia usou brecha para ser cabeça de chave. No fim, se deu bem no sorteio

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

02/12/2017 04h00

A Polônia ficou perto de completar um ano sem disputar amistosos entre 2016 e 2017 e foi recompensada por isso. Uma estranha entre os cabeças de chave da Copa do Mundo de 2018, a seleção país deu a sorte de cair no Grupo H com Senegal, Colômbia e Japão.

Embora não desponte como ampla favorita para avançar na chave, ela pode se considerar vencedora por evitar Espanha, Inglaterra e outras ameaças que vieram no segundo pote do sorteio da última sexta-feira (1º). Tudo isso teve uma estratégia ainda incomum nos bastidores: evitar amistosos em busca de um posicionamento melhor no ranking da Fifa.

O plano teve como base um estudo do estatístico romeno Eduard Ranghiuc, responsável por notar que o valor dos amistosos para o coeficiente calculado pela Fifa era irrisório ou até negativo para as seleções, mesmo em casos de vitórias.

A federação anuncia que a “lógica básica por trás dos cálculos é simples: qualquer time que for bem no futebol mundial vai ganhar pontos que permitam que ele suba no ranking”. A pontuação é determinada pela média de pontos ganhos em partidas durante os últimos 12 meses e a média ganha em jogos há mais de 12 meses, com um peso decrescente a cada ano - 50% o anterior, 30% dois anos antes e 20% três.

Cada partida recebe uma pontuação após uma conta de multiplicação que leva em conta o resultado (3 pontos para vitória, 1 para empate, 0 para derrota; disputa de pênaltis rende 2 ao vencedor e 1 para o perdedor), a importância da partida (amistoso é igual a um, enquanto jogo de eliminatórias é 2,5), a força do adversário (entre 200 e 50, dependendo da posição no ranking da Fifa mais recente) e a força da confederação.

De acordo com esse cálculo, a Polônia chegou a outubro, mês em que garantiu a classificação à Copa do Mundo, na sexta posição no ranking. Por esse motivo, entrou como cabeça de chave no Mundial.

Chama a atenção o fato de a Polônia ter evitado qualquer amistoso contabilizado para o ranking no período dos últimos 12 meses – jogou um contra a Eslovênia em novembro de 2016, que não valeu por ter seis substituições autorizadas. Os poloneses optaram por realizar apenas jogos nas Eliminatórias da Europa, contabilizando oito vitórias em nove jogos entre outubro de 2016 e 2017.

Nesta janela, as vitórias conquistadas por poloneses contra seleções como Cazaquistão (705,38 pontos) e Romênia (1143,45) nas eliminatórias foram mais benéficas aos poloneses do que derrota do Brasil por 1 a 0 para a Argentina no amistoso realizado em julho, rendendo somente 597 pontos.

A metodologia adotada pelos poloneses fez com que seleções como Espanha e Uruguai acabassem desvalorizadas nos cálculos da Fifa até outubro.

Neste último novembro, a Espanha já voltou a ficar na frente da Polônia, tudo por conta de amistosos. Com o status de cabeça de chave garantido, os poloneses encararam México (derrota) e Uruguai (empate), em amistosos válidos para a Fifa, e perderam a sexta posição para os espanhóis, que bateram a Costa Rica e empataram com a Rússia em amistosos.

Além de manipular bem o ranking, a Polônia acabou privilegiada no sorteio realizado no Kremlin. De acordo com os índices da Fifa, o Grupo H é o segundo mais fraco da competição, com uma média de 948,275 pontos. Apenas o Grupo A (Rússia, Arábia Saudita, Egito e Uruguai) fica atrás da chave dos poloneses.

Bom para a Polônia, que vem de sua melhor campanha na história na Eurocopa (foi até as quartas de final em 2016). Com um grupo menos competitivo pela frente, o país pode tentar o improvável e quem sabe igualar seu melhor Mundial (terceiro lugar em 1974 e 1982).

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