Copa 2018

Naturalizado e pai de meia da Costa Rica, Guimarães avalia rival do Brasil

Stu Forster/Allsport
Brasileiro naturalizado, Alexandre Guimarães treinou a Costa Rica nas Copas de 2002 e 2006 Imagem: Stu Forster/Allsport

Ana Carolina Silva e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

01/12/2017 19h21

Não estamos falando de espionagem, mas o Brasil tem um bom informante em relação ao seu segundo adversário na fase de grupos da Copa do Mundo de 2018. Alexandre Guimarães é ex-técnico da Costa Rica, brasileiro naturalizado costarriquenho, pai de um jogador da atual seleção e, portanto, tem propriedade para opinar sobre a equipe que roubou a cena em 2014.

Em conversa com o UOL Esporte após o sorteio em Moscou, na Rússia, ele não hesitou ao colocar o Brasil como favorito no grupo E, além de ter deixado claro que a briga pela segunda colocação cabe às outras equipes (além da Costa Rica, o sorteio definiu Suíça e Sérvia).

Apesar de achar que os três times estão no mesmo nível, Alexandre disse acreditar que a seleção costarriquenha já não é mais uma surpresa ou aposta, e sim uma realidade no mundo do futebol. Atualmente técnico do Mumbai City, da Índia, ele é pai do meia Celso Borges, que disputou a Copa de 2014 e muito provavelmente estará na Rússia em 2018.

Portanto, não há ninguém melhor para explicar quais são os nomes que ameaçam a tranquilidade da seleção brasileira na segunda rodada, marcada para 22 de junho do ano que vem. “A coluna vertebral do time tem jogadores com experiência. A figura principal da seleção é o goleiro Keylor Navas, do Real Madrid”, analisou. Confira:

Celso Borges, seu filho, joga na seleção

Aitor Alcalde/Getty Images
Celso Borges joga pela Costa Rica Imagem: Aitor Alcalde/Getty Images

Meu filho é da seleção da Costa Rica e jogou a Copa do Mundo no Brasil em 2014. Ele joga no Deportivo La Coruña, da Espanha, e já ultrapassou a barreira de 100 jogos com a seleção da Costa Rica.

Quer dizer, ele já tem uma bagagem lá dentro e eu sempre acompanho a seleção da Costa Rica, afinal, é muito grande a ligação da minha família com o futebol da Costa Rica.

Desde o ano de 1990, cada participação da Costa Rica na Copa do Mundo tem o envolvimento do sobrenome Borges [o sobrenome completo de Alexandre é Borges Guimarães], então isso é uma coisa muito legal.

Tenho o meu filho jogando na seleção e acompanho. Apesar de ter nascido na Costa Rica, ele tem sangue brasileiro. Os seus avós, seus tios, seus primos... A minha esposa é da Costa Rica, mas ele cresceu escutando muitas coisas do Brasil.

Já foi ao Brasil umas duas ou três vezes, já esteve com alguns brasileiros que jogaram com ele na Noruega, na Suécia, e agora na Espanha. Então para ele vai ser muito legal, uma boa experiência.

Como será Brasil x Costa Rica?

Laurence Griffiths/Getty Images
Imagem: Laurence Griffiths/Getty Images

Não é só a Costa Rica que perde para o Brasil. A maioria das seleções tem um índice de aproveitamento baixo contra o Brasil, mas vamos ver agora como vai dar. Tomara que a Costa Rica possa chegar bem nesse sentido e que a preparação da seleção seja muito boa. Já não vai pegar o Brasil no primeiro jogo, isso é importante.

Vai ter o primeiro jogo contra a Sérvia e só depois pega o Brasil, como aconteceu na Copa do Mundo de 90, que foi o segundo jogo, e em 2002, que foi o terceiro. Esse é um ponto a favor da Costa Rica. Agora o meu coração já resistiu a duas Copas do Mundo e vai resistir à terceira. Pô, não vou ser demagogo: vou torcer para o meu filho, é claro [risos].

Brasil é favorito no grupo E?

Com certeza. Pelo futebol que o Brasil está apresentando, pelos jogadores, condição e comando que tem, está claro que tanto a Costa Rica, a Suíça e a Sérvia sabem muito bem que a briga vai ser muito forte pelo segundo lugar do grupo. O Brasil tem que mostrar no jogo essa diferença que está no papel, mas já se sabe bem que esse grupo vai ser do Brasil e outro time.

Brasil em 1º e Costa Rica em 2º lugar?

Olha, as três seleções [Suíça, Costa Rica e Sérvia] estão bastante parelhas. A Costa Rica mantém a base que deu muito sucesso na Copa do Mundo no Brasil, em 2014. O núcleo da seleção é praticamente o mesmo, e isso é bom. O treinador [Óscar Ramírez] vai ter esses jogadores que já são experientes em Copa do Mundo, então essa é uma das razões principais para que a Costa Rica possa entrar agora na Copa da Rússia com essa confiança.

Laurence Griffiths/Getty Images
No grupo da morte de 2014, a Costa Rica derrubou Itália e Inglaterra Imagem: Laurence Griffiths/Getty Images

É a confiança de saber que já enfrentou anteriormente grupos que, acredito eu, eram muito mais pesados, como foi o grupo da Costa Rica em 2014 [com Uruguai, Itália e Inglaterra]. E passou em primeiro lugar do grupo para a segunda fase! E depois para as quartas de final [quando foi eliminada pela Holanda, nos pênaltis, após 0 a 0 no tempo normal].

Isso dá muita confiança e eu sei, porque conheço bem o grupo de jogadores e o técnico Óscar Ramírez, que jogou comigo na Copa de 90. Então, agora, eles sabem bem como terão que enfrentar todos esses três jogos da primeira fase, de acordo com o calendário.

A Costa Rica já é uma realidade no futebol?

A Costa Rica já é uma realidade. Nesses últimos anos, desde 2002 até 2018, disputou quatro Copas do Mundo e só ficou de fora em uma, em 2010. Agora vai disputar a sua quarta Copa em cinco, o que também mostra muito do crescimento da Costa Rica na Concacaf. Já é evidente também com a disposição que os jogadores da Costa Rica têm tido, nesses últimos cinco anos, jogando na Europa e em clubes importantes.

Como é o técnico da Costa Rica?

O Óscar Ramírez jogou comigo na Copa de 90, em Turim, onde nós enfrentamos o Brasil. Naquele grupo tinha Brasil, Suécia, Escócia e Costa Rica, e o Óscar jogava pelo lado esquerdo. Ele era de uma geração um pouco mais nova que a minha e, depois disso, foi muito bem quando terminou de jogar. O processo da carreira dele foi muito bem trabalhado e com calma, foi até campeão na Costa Rica várias vezes. Depois teve a oportunidade na seleção e conseguiu classificar bem para a Copa do Mundo.

Juan Carlos Ulate/Reuters
Óscar Ramírez, técnico da Costa Rica Imagem: Juan Carlos Ulate/Reuters

Quais são destaques da seleção?

A coluna vertebral do time tem jogadores com experiência. A figura principal da seleção é o goleiro Keylor Navas, do Real Madrid. Depois tem o zagueiro que agora está jogando no Bologna, da Itália, que é o Giancarlo González.

Tem o Celso Borges, meu filho, que joga no meio campo no Desportivo La Coruña, e tem os dois atacantes: o Bryan Ruiz, que joga no Sporting de Lisboa, e o Joel Campbell, que joga no Betis.

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