Copa 2018

Neymar tem pior ano, e reservas seguem sem convencer no ataque da seleção

Clive Rose/Getty Images
Neymar teve atuação irregular contra a Inglaterra e só fez três gols pela seleção em 2017 Imagem: Clive Rose/Getty Images

Caio Carrieri e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Londres (Inglaterra)

15/11/2017 04h00

Ainda que não represente uma queda acentuada de rendimento, o empate por 0 a 0 com a Inglaterra na última terça-feira (14) mostrou alguns problemas da seleção brasileira na reta final de 2017. O ataque zerado e a dificuldade em ter peças que pudessem mudar o panorama de um jogo truncado evidenciaram situações que Tite precisará consertar nos meses que antecedem a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O ataque que não balançou as redes viu a maior preocupação em seu craque. Sem gols contra o time inglês, Neymar fechou 2017 como seu pior na seleção brasileira – com exceção de 2010, quando estreou e fez apenas dois jogos. Foram apenas três gols – contra Uruguai, Paraguai e Japão – nos oito jogos disputados com a camisa amarela na temporada.

Em 2014, por exemplo, foram 15 gols. Neymar ainda fez dez gols em 2013, nove em 2012 e sete em 2011. Em 2010, fez apenas um. Em 2015 e 2016, quatro gols por ano.

A comissão técnica evitar ver os números como problema. "Ele gera atenção dobrada, cobertura mais específica, então proporciona essa capacidade de assistência. Neymar ajuda na organização, serve os companheiros, desempenha bem", minimizou Tite.

Com Neymar apagado, assim como Philippe Coutinho e Gabriel Jesus, Tite precisou olhar para o banco visando mudar o jogo. E novamente as opções se apresentavam instáveis. O volante Fernandinho acabou sendo a melhor opção. Willian não brilhou, e Roberto Firmino foi mais uma vez tímido, mostrando que as opções de ataque ainda demandam preocupação.

Taison, Douglas Costa e Diego Souza foram testados contra o Japão, mas não agradaram ao ponto de servirem como opção no jogo contra a Inglaterra.

As dúvidas no setor ofensivo mudaram a ideia da comissão técnica para 2018. Se antes o planejamento apontava para uma lista em março praticamente igual à que será divulgada em maio, tudo mudou. As convocações para os amistosos contra Rússia e Alemanha contarão com novos testes, deixando a definição final apenas para a convocação para a Copa.

"Vamos seguir observando. Não temos jogos [até março], mas vamos acompanhar tudo que é feito no clube", disse Tite.

Fechada a temporada 2017, a expectativa é que a seleção faça mais quatro jogos até a Copa. Além dos dois duelos na data Fifa de março, Tite e a comissão técnica planejam dois amistosos às vésperas da Copa, nas três semanas de preparação pré-Mundial.

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