Copa 2018

Inglaterra se reinventa com programa recusado por Dunga na seleção

Andrew Boyers/Reuters
O técnico Gareth Southgate divulgou a lista de convocados para a seleção da Inglaterra Imagem: Andrew Boyers/Reuters

Caio Carrieri e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Londres (Inglaterra)

14/11/2017 04h00

O nível de competitividade do Campeonato Inglês não chega a ser uma novidade no cenário mundial do futebol. Os nomes estrangeiros, no entanto, davam o tom do sucesso local nos últimos anos. Paralelamente a isso, a seleção nacional acumulava fracassos em competições internacionais e vivia à sombra de glórias antigas. Mas o cenário agora é outro. Adversária do Brasil em amistoso desta terça-feira (14), a Inglaterra se reinventou nos últimos anos, mostrou grande domínio na base em torneios recentes e voltou a ameaçar as outras equipes mais tradicionais. Tudo isso com a ajuda de um programa já recusado na CBF.

A boa safra que conquistou a Euro sub-19 e os mundiais sub-17 e sub-20 é fruto de um trabalho coordenado com a empresa belga “Double Pass”, em parceria com a Federação Inglesa e o Campeonato Inglês.

Na Inglaterra, a “Double Pass” repete protocolos e métodos utilizados durante quase dez anos para fortalecer o futebol alemão em processo que culminou na conquista da Copa de 2014. Em uma parceria que envolve a FA e a Premier League.

O mesmo programa não foi bem visto pela comissão técnica da seleção brasileira em 2015. À época, Dunga e o coordenador Gilmar Rinaldi não aceitaram a proposta levada pela diretoria da entidade a eles. O trabalho que dava certo em todo o mundo “não acrescentaria muito”, na visão da dupla, que optou oficialmente por “fortalecer o centro de pesquisa e análise” que era montado na CBF.

No trabalho que presta a clubes, entidades e ligas, mas não conseguiu implementar na seleção brasileira, a empresa utiliza um programa que faz avaliações gerais e produz relatórios detalhados sobre pontos que merecem ser reformulados no processo do futebol.

Após mapear tudo com dados e relatórios, a empresa belga, ligada à Universidade de Bruxelas, acompanha de perto toda a execução orientada por consultores. Todos os profissionais envolvidos recebem notas em um plano de carreira.

Foi assim, por exemplo, que o técnico atual da seleção inglesa “ganhou” a vaga para dirigir a equipe. Com títulos e boas avaliações na base, Gareth Southgate deixou o time sub-21 para assumir os craques da principal em 2016.

Depois de “cases” como Alemanha e Bélgica, a “Double Pass” acredita ter na Inglaterra um enorme potencial para brigar por um título de Copa do Mundo a médio prazo. Por ora, a equipe que recebe o Brasil em Wembley, nesta quinta, já cumpre o que dela se esperava: assustar os adversários como em outros tempos.

“Sabemos do trabalho deles. Independentemente de quem estiver em campo, é uma equipe que merece respeito sempre. E estão em um bom momento. É uma seleção muito grande e nos preparamos para isso”, avaliou o lateral brasileiro Daniel Alves.

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