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Retrato de Pelé feito pelo fotógrafo Marcio Scavone integra exposição no Museu Afro Brasil
Contra a Costa do Marfim, Luis Fabiano fez um polêmico golaço – ‘chapelou’ dois adversários e por duas vezes ajeitou a bola com o braço, para em seguida mandar um balaço pro fundo das redes. Golaço, polêmico... Se formos até o fim da raiz futebolística dessas duas palavras, chegaremos aos supra-sumos da bola, Pelé e Maradona. Mas espere. Será que o Fabuloso chegou ao ponto de igualar um gesto seu ao de duas das maiores lendas do futebol? Segundo um dos envolvidos, sim.
Em entrevista ao jornal Lance!, concedida ao jornalista Raul Andreucci, Pelé foi perguntado se o segundo gol de Luis Fabiano era digno de Pelé ou de Maradona, ao que o Rei do Futebol respondeu: “Acho que ele pegou um pouco dos dois. Deu uma de Pelé, com o chapéu, e uma de Maradona, ajeitando com a mão”.
Com o mesmo bom humor de sempre, Pelé comentou também a rixa com Maradona, alimentada no início desta Copa do Mundo, quando “La Mano de Dios” afiou sua língua e disparou contra Pelé, dizendo que ele deveria ir “para um museu”.
“Todo mundo sabe que Maradona me ama! Ele me adora”, manda ver Pelé, um pouco sarcástico, mencionando eventos nos quais o argentino era a principal estrela, como seu programa de TV ou festas beneficentes do Boca Juniors. “Sempre que tem algum evento em que precisa chamar a atenção faz isso, me homenageia. E essa foi mais uma”, relembra o Rei, sorrisão estampado.
Evocando outras histórias do passado, Pelé falou um pouco do choque de geração entre suas Copas e a de 2010. Contra Portugal em 1966, por exemplo, em partida que o Brasil perdeu por 3 a 1 e foi eliminado da competição, Pelé foi alvo das mais duras botinadas dos portugas.
Questionado sobre a possibilidade de isso ocorrer novamente na próxima sexta-feira, quando Brasil e Portugal se enfrentam, Pelé respondeu que “agora existe mais proteção. Tem muita câmera. O cara toma amarelo e na próxima evita exagerar para não levar vermelho. Para Pelé não tinha isso. Mas mesmo assim deu para fazer mil gols...”, comentou entre risadas de quem sabe que está no topo.
Porém, se para Pelé o futebol de hoje é mais seguro, ele também decai com o excesso de comercialização, que segundo o maior artilheiro de todos os tempos, afeta a tradição do esporte.
“Hoje o futebol é mais para vendas, programas de televisão, mídia. Tem de criar, inventar... Você vê que a tradição das camisas, o respeito entre os adversários, não é a mesma coisa”.
Sobrou para o estilo dos atuais boleiros. “O goleiro põe a camisa que quer, com desenho, lilás. Os jogadores vão tudo de chuteira colorida, brinquinho. Houve uma mudança grande”. Mas, consciente de que assim se passa quando uma nova geração assume as rédeas do mundo, Pelé se resigna. “Não tem jeito. Temos de acompanhar a evolução do tempo e respeitar”.
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