18/06/2010 - 12h01

Medel disse que não chorou no hino para não parecer 'um pitbull gay'

Das agências internacionais
Em Johanesburgo (África do Sul)
  • <center><img src=http://img.uol.com.br/materia-modulos/abre_aspas.gif class=abreAspas border=0><font size=3>Fiquei emocionado. Quase chorei. Mas segurei. Podiam dizer que era um 'pitbull gay'<img src=http://img.uol.com.br/materia-modulos/fecha_aspas.gif class=fechaAspas border=0><br><br><img src=http://img.uol.com.br/materia-modulos/abre_aspas.gif class=abreAspas border=0>Estou mais maduro. Mudei muito minha atitude. E, claro, não vou mais fazer nenhuma cagada como fiz no Mundial Sub-20. Não tem um dia em que não me arrependo daquele chute<img src=http://img.uol.com.br/materia-modulos/fecha_aspas.gif class=fechaAspas border=0></font></center>

    Fiquei emocionado. Quase chorei. Mas segurei. Podiam dizer que era um 'pitbull gay'

    Estou mais maduro. Mudei muito minha atitude. E, claro, não vou mais fazer nenhuma cagada como fiz no Mundial Sub-20. Não tem um dia em que não me arrependo daquele chute

Quando o hino do Chile começou a tocar no Mbombela Stadium, em Nelspruit, o zagueiro Gary Medel se emocionou. Ele até sentiu vontade, mas não chorou. O motivo? Não queria parecer gay para o restante do mundo. Ou melhor: não queria ser chamado de “pitbull gay”, brincando com seu apelido.

“Quando entrei no gramado, foi emocionante. Tive muita vontade de chorar depois do hino, mas segurei. Podiam falar que parecia um pitbull gay”, disse. A frase, claro, foi dita em tom de brincadeira.

E a entrevista do beque titular do time de Marcelo Bielsa teve outra pérola: “Hoje estou mais maduro. Não faço mais nenhuma ‘cagada’” – só para ilustrar, ele foi expulso na semifinal do Mundial Sub-20 de 2007, considerado o maior erro de sua carreira.

Claro, todos que estavam perto do zagueirão gargalharam. Mas quem não ri ao encará-lo são os rivais. Ele é chamado de “pitbull” por seu estilo de jogo duro e marcador. Na gíria dos boleiros, “morde o tornozelo” a cada entrada. Apesar da altura (tem só 1,71m), joga tão bem como zagueiro quanto na cabeça-de-área ou pela lateral.

Aos 22 anos, já virou referência no sistema defensivo chileno. E o time do Mundial Sub-20, aquele da “cagada”, é a base da equipe de Bielsa na Copa da África. “Já são três anos desde o Mundial e ainda me arrependo do que aconteceu”, admite Medel. Durante a partida, ele chutou um argentino que estava no chão. Foi expulso e o Chile perdeu por 3 a 0.

Infância pobre

Medel joga hoje no Boca Juniors. Começou a carreira aos nove anos, na Universidad Católica, de Santiago. Filho de pais pobres, a família morava a três horas da capital chilena. “Quando entrei em campo, me lembrei de meu pai, de minha mãe e do esforço que eles fizeram por mim. O sacrifício que era levar um menino de nove anos todos os dias para treinar em Santiago, em uma viagem de três horas de ônibus”.

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