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COMUNICAR ERRO Samuel Eto’o adquiriu um histórico de dar inveja a muito galáctico nos últimos anos. Como um coadjuvante de luxo conquistou tudo o que podia pelo Barcelona e pela Inter de Milão. Mas agora terá que assumir a responsabilidade como a maior estrela de sua seleção para Camarões avançar na Copa.
Eto'o comemora gol de Camarões mostrando a faixa de capitão com a inscrição "Deus é grande"
Samuel Eto'o comemora o gol que colocou a Inter de Milão nas quartas da Liga dos Campeões
Eto'o (à esq.) comemora com Yaya Toure gol do Barcelona contra Schalke pela Liga dos Campeões
O selecionado africano não é um dos favoritos para passar às oitavas de final. Argélia, que fez uma boa campanha nas eliminatórias da Copa, e Costa do Marfim que tem a estrela de Didier Drogba são os mais cotados. A anfitriã África do Sul corre por fora com o apoio da torcida e suas barulhentas vuvuzelas.
Camarões está ao lado de Holanda, Japão e Dinamarca no Grupo G, que apesar de não ter um campeão mundial é considerado um dos mais difíceis do Mundial. Os holandeses, por exemplo, têm dois vice-campeonatos.
Os camaroneses apostam no jogo vistoso e rápido, que os fazem conhecidos, no bom histórico em Copas (são cinco participações e um sétimo lugar em 1990), e principalmente em sua maior estrela.
Eto’o disputou dois mundiais, em 1998 e 2002, foi o protagonista da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2000, quando eliminou a seleção brasileira. Também levou a equipe a dois títulos consecutivos da Copa Africana de Nações (2000 e 2002), assim como Roger Milla havia feito nas edições de 1984 e 1988.
Não é só por isso que dá margem para grandes expectativas. Eleito como o terceiro melhor jogador do mundo em 2005, não foi o protagonista do Barça e da Inter nas campanhas da tríplice coroa, mas teve um papel importante.
Prova disso foram os vários títulos. Na temporada 2008/2009, conquistou a Copa do Rei, o Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões da Europa pelo Barcelona. Não satisfeito, se transferiu para a Inter de Milão e fez tudo de novo em 2009/2010: levantou as taças da Copa da Itália, do Calcio e mais uma vez chegou ao topo da Europa.
Poucos dias depois do último título, suas atenções se voltam todas para a Copa do Mundo. Mas terá dificuldades que começaram antes mesmo do Mundial. O ex-jogador Roger Milla, símbolo do futebol daquele país em suas três primeiras participações em Mundiais (1982, 1990 e 1994), criticou o jogador.
Milla questionou o comprometimento de Eto’o, dizendo que ele não tem jogado tão bem pela equipe do país como fez no Barcelona e na Inter de Milão.
Ao menos em sua resposta, Eto’o mostrou a personalidade de um protagonista. “Eles deveriam me respeitar e deveriam calar a boca, calar a boca de verdade, pois jogar nas quartas de final da Copa do Mundo não é o mesmo que ganhar a Copa”, disse sobre o veterano que levou Camarões às quartas na Copa da Itália, em 1990.
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