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COMUNICAR ERRO Remanescentes: Lúcio, Luisão, Juan, Kaká, J. César, G. Silva, Gilberto e Robinho |
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| Júlio César é um dos jogadores que ficaram do grupo de 2006 |
| Atletas da Copa anterior | % de mudança | |
| 2010 | 8 | 68 |
| 2006 | 10 | 60 |
| 2002 | 6 | 73 |
| 1998 | 7 | 68 |
| 1994 | 10 | 54 |
| 1990 | 7 | 68 |
| 1986 | 7 | 68 |
| 1982 | 9 | 60 |
| 1978 | 5 | 77 |
| 1974 | 8 | 63 |
| 1970 | 6 | 72 |
| 1966 | 6 | 72 |
| 1962 | 13 | 40,9 |
| 1958 | 4 | 81 |
| 1954 | 6 | 70 |
| 1950 | 0 | 100* |
| 1938 | 4 | 81,8 |
| 1934 | 1 | 93,7 |
Dunga assumiu a seleção brasileira no fim de julho de 2006 com um objetivo imediato: recuperar a imagem do time nacional. Com a fama do capitão raçudo campeão em 1994, ele recebeu da cúpula da CBF a ordem de pôr fim à geração de Ronaldo, Roberto Carlos & Cia., apagar os vestígios da baderna de 2006 e recuperar o brio da equipe. Para isso, o treinador não modificou tanto o elenco em comparação às últimas Copas, mas barrou os “medalhões” mais emblemáticos.
Na convocação anunciada nesta terça-feira, Dunga manteve oito nomes que participaram da fracassada campanha de 2006: Júlio César, Gilberto, Lúcio, Juan, Luisão, Gilberto Silva, Kaká e Robinho. Numericamente, a renovação manteve uma tendência.
Em edições recentes da Copa, as alterações sempre superaram os 60% do grupo anterior. De 1994 para 1998, por exemplo, Zagallo manteve sete jogadores, ou 68% dos atletas, exatamente a mesma proporção de Dunga em relação a 2006. No Mundial seguinte, na Coreia do Sul e no Japão, Luiz Felipe Scolari levou seis remanescentes. A menor mudança, naturalmente, aconteceu entre o título de 2002 e a Copa de 2006, em que dez atletas seguiram na seleção.
No entanto, se em quantidade a reformulação não foi tão grande, nomes que não vão à Copa da África do Sul simbolizam a “faxina” cobrada pela CBF. Os medalhões que tiveram sucesso em 2002 e naufragaram quatro anos depois foram barrados.
Dida, Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Ronaldinho e Ronaldo serão meros espectadores em 2010. Adriano é mais novo e integrou a campanha sob o comando de Dunga, mas ficou fora da lista final por apresentar a mesma conduta tão condenada há quatro anos, acumulando problemas disciplinares.
A renovação foi tão importante internamente que esse foi o primeiro tema abordado por Dunga ao explicar a convocação divulgada nesta terça. “Quando o presidente [da CBF, Ricardo Teixeira] me convidou, ele disse que eu teria que fazer uma renovação por uma série de fatores que todos conhecem”, lembrou o treinador, citando o fracasso de 2006.
“Eu deveria fechar o ciclo desses jogadores que foram vencedores e campeões [em 2002], mas que precisavam ser mudados. E nesse primeiro momento foi muito importante a autonomia que recebi para tomar essas decisões”, destacou Dunga.
Na Copa da Alemanha, inúmeras festas e escapadas noturnas se transformaram no grande exemplo da falta de comprometimento do elenco, explicitando ainda o fraco comando da comissão técnica. O auge aconteceu envolvendo Ronaldo, Emerson e Adriano em uma casa noturna. Eles negaram a presença no local, mas um tablóide publicou as fotos do trio.
Dunga teve pouco trabalho para barrar a geração antiga e determinar o fim de tais nomes com a camisa amarela. Roberto Carlos e Ronaldinho foram lembrados por parte da torcida, mas sem tanto afinco. Adriano recebeu chances do treinador, mas abusou das falhas disciplinares e levou a pior. Na África do Sul, o elenco terá poucas horas de folga. Abusos noturnos estão proibidos. Após quatro anos, a festa ficará de lado. Dunga recebeu a ordem e cumpriu.
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