"É complicado de assimilar", diz Iniesta após adeus da Espanha

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em Curitiba

A seleção espanhola cumpriu o protocolo e jogou hoje já eliminada na Arena da Baixada, em Curitiba, contra a Austrália. Venceu por 3 a 0, com um time repleto de reservas, mas com a presença do meia Andrés Iniesta, do Barcelona, que completou o 100º jogo pela seleção nacional. E, após a partida, ele saiu incrédulo pela eliminação precoce ao tentar defender o título.

"Ficou ruim, tínhamos que conseguir. Dor por ficar fora do Mundial com esse grupo. Pelas expectativas que temos é complicado de assimilar", falou Iniesta, na zona mista, depois da vitória.

O meia de 31 anos também poderá fazer parte da renovação para um novo ciclo da seleção espanhola, mesmo sendo hoje o principal jogador do time. Na próxima Copa do Mundo, em 2018, na Rússia, ele terá 35 e poderá estar longe do auge físico – assim como Xavi, de 34, se apresentou no Brasil.

Agora, no entanto, Iniesta pede que a Espanha reflita sobre os erros cometidos, antes de pensar na renovação dos atletas.

"Eu sinto que temos que refletir sobre o que pode ter acontecido. No futebol somos diferenciados, mas não conseguimos superar os rivais que tivemos", disse o meia.

Após a partida, o jogador deu um abraço no técnico Vicente Del Bosque, campeão mundial com o mesmo grupo em 2010 – com gol de Iniesta na final. Depois, o meia do Barcelona afirmou que o abraço não foi de despedida, mas apenas de amizade.

"Um abraço que se pode dar a uma pessoa que se respeita, que se gosta. Ele fez tudo possível para que a Espanha tivesse outro destino. E nós fizemos também", concluiu. 

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