De olho no cofre

Estruturas temporárias em estádios devem aparecer na conta oficial da Copa, recomenda TCU

Do UOL, em Brasília

  • José Cruz/Agência Brasil

    Deputados discutem Lei Geral da Copa sob protesto na Câmara dos Deputados

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O TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou ao Ministério do Esporte que inclua na conta oficial da Copa de 2014 os gastos com as estruturas temporárias nas cidades-sede. De acordo com o tribunal, a não inclusão destes gastos na Matriz de Responsabilidades, documento firmado entre União, estados e municípios com os gastos de cada um para o Mundial, pode acarretar em problemas futuros, pois o governo federal pode ser obrigado a realizar gastos não previstos nesta rúbrica.

As estruturas temporárias são exigidas pela Fifa nos estádios e seus entornos durante a Copa das Confederações e Copa do Mundo do ano que vem. Elas incluem tribunas de imprensa, serviços de internet e geradores de energia, por exemplo. Em Brasília, as estruturas temporárias custaram cerca de R$ 30 milhões e no Rio de Janeiro, cerca de R$ 50 milhões, durante a Copa das Confederações.

O TCU tem cobrado mais transparência nos gastos do governo com a Copa de 2014 desde que a presidente Dilma Rousseff causou polêmica ao afirmar que não havia dinheiro público investido nas obras de estádios para a Copa do Mundo do ano que vem. A contrário do que disse a presidente, os governos gastam ao menos R$ 1 bilhão com a organização do Mundial no ano que vem.

A recomendação possui pouco efeito prático,na medida em que não é uma ordem, apenas uma recomendação. Caso acatada, servirá para saber oficialmente quanto as estruturas temporárias irão custar no total. O Ministério do Esporte afirma que irá levar a recomendação do TCU, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (19), para apreciação nas reuniões do GeCopa (Grupo Executivo da Copa do Mundo), que decidirá se seguirá a recomendação ou não.

Em março, o Senado aprovou uma medida que dispensa as obras que não ficarão prontas até o Mundial do ano que vem, conforme o previsto, de serem retirados da Matriz de Responsabilidades. Antes da decisão dos senadores, a obra que atrasasse para depois do Mundial tinha de ser removida do documento pois perdia o financiamento especial da União e tinha que procurar outro empréstimo para concluir o trabalho. Agora, os financiamentos estão garantidos mesmo com atraso nas obras.

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